quarta-feira, 11 de maio de 2011

Há lugar para a Juventude na Reforma Política?

Carla Bezerra e Gabriel Medina*



A Reforma Política está novamente na agenda do dia, e dentro de um cenário mais favorável para a aprovação de medidas progressistas. Para nós, movimentos sociais e partidos políticos do campo democrático e popular, a defesa dessa reforma tem como sentido ampliar a participação e a democracia. Alterar o sistema político deve representar também acelerar as mudanças que hoje ocorrem no Brasil. Mais acesso à direitos básicos deve andar casado com mais poder e participação do povo.




Por isso, ela deve ter como diretrizes: ampliar a participação popular por meio de mecanismos diretos e participativos, fortalecer os aspectos ideológicos e programáticos dos partidos políticos, garantir maior presença de setores hoje sub-representados, como mulheres, negros/as e jovens, combater a prevalência do poder econômico, do excessivo personalismo, e do uso legendas de aluguel, hoje tão disseminadas no atual formato de nosso sistema político.




Caminhos e Possibilidades



Os caminhos para que essas mudanças ocorram são vários. No presente, o que tem se desenhado no Congresso é uma alteração mais pontual na nossa legislação eleitoral. O que está em processo de votação agora são as regras voltadas para a eleição de mandatos proporcionais (câmaras e assembléias).




Os efeitos dessas possíveis mudanças, mesmo que não tão amplas quanto defendemos nos movimentos sociais, são de importância fundamental e não devem ser menosprezados. Trata-se de momento inédito de coesão interna no PT, bem como de uma capacidade de articulação e diálogo com diferentes partidos políticos. Dentre as mudanças que há maior consenso, estão o financiamento exclusivamente público de campanha, a fidelidade partidária e o voto em lista preordenada – além do rechaço completo de propostas como “distritão“.




Esses três elementos combinados são fundamentais para os objetivos que mencionamos no início do texto: combater a prevalência do poder econômico, o oportunismo eleitoral e a sub-representação de setores como mulheres, negros e juventude.

Não é possível falarmos em democracia representativa, quando mais da metade da população não está devidamente representada nos espaços do Congresso Nacional. Nesse sentido, para democratizarmos a democracia, a defesa da lista preordenada só faz sentido se combinada ao critério de paridade de gênero. A isso, deve-se acrescer também outros recortes específicos, como de recorte étnico-racial, e a garantia de representação da juventude.




A Juventude na Reforma Política


No Brasil temos uma sub-representação da juventude nos partidos e instituições políticas, um fenômeno que não é restrito a partido A ou B e sim um problema generalizado. Nesse sentido, são necessárias ações políticas complementares para garantir a ampliação da participação dos jovens nesses espaços políticos e a renovação dos quadros políticos, tanto no campo das idéias como no da idade.




As propostas que defendemos para a Reforma Política contribuirão para que setores organizados, possam se expressar nas listas partidárias e sair da invisibilidade. Vale lembrar que hoje vivemos um dos maiores números de jovens na história do Brasil, com uma população de 50 milhões, representando 26% da população brasileira. Os jovens representam 40% do eleitorado, entretanto, representam 3% do Congresso Nacional.

É fundamental que haja um investimento específico dos partidos na sua juventude e na formação de novas lideranças. Assim, defendemos que seja obrigatória a destinação de 5% do fundo partidário para investimentos na organização da respectiva juventude, com o objetivo de formação de novos quadros militantes e lideranças.




Ainda, defendemos que haja um limite de no máximo duas reeleições no mesmo cargo para o exercício parlamentar. Esse tipo de limitação obriga a permanente renovação dos partidos e contribui para o combate à lógica de profissionalização dos cargos políticos, permitindo que novas lideranças possam surgir e se alternar nos espaços de poder.




Por fim, é preciso rever a questão dos limites de idade mínima para concorrer a eleições. Hoje já temos as maioridades civil e penal igualadas em 18 anos, e o direito ao voto inicia-se aos 16. Por que então limitar para 21 ou 35 anos, conforme o cargo, o direito a concorrer às eleições? Propomos que a idade mínima esteja igualada em 18 anos em todos os casos.




Ir para as ruas!



Sabemos que não basta realizar a disputa nos corredores do Congresso, onde os deputados tendem a votar na continuidade das regras que garantiram a sua eleição. É fundamental que os movimentos sociais e partidos políticos do campo democrático e popular estejam organizados em um amplo processo de disputa de valores na sociedade.




A juventude pode cumprir um papel fundamental nessa disputa. Este ano, teremos grandes atividades de organizações juvenis, como o Congresso da UNE, a Plenária nacional da Juventude da CUT, o II Festival das Juventudes em Fortaleza, dentre outros. Ainda, teremos um amplo processo de debate desde os municípios, com a II Conferência Nacional de Juventude. É necessário que em todos esses espaços, haja debates e resoluções e que se organizem campanhas públicas sobre o tema. Só assim, poderemos garantir uma disputa pela esquerda das mudanças no sistema político brasileiro.




*Gabriel Medina é presidente do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) e Carla Bezerra é membro da Executiva Nacional da Juventude do PT.

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Parabéns para o PT, nesta data querida!

Hoje é dia de festa! Celebramos 31 anos do Partido dos Trabalhadores. Celebramos o partido de massa, aberto, democrático, socialista e transformador da sociedade brasileira. Celebramos a união dos movimentos sociais e de todas as lutas libertárias que o PT abrigou ao longo de sua história. Celebramos o partido dos trabalhadores das cidades e dos campos, de todas as etnias que se fundem no desejo de liberdade e justiça. Celebramos o partido dos imigrantes, das mulheres, dos direitos humanos, dos portadores de deficiência. Celebramos o partido da juventude, dos sem terra, dos sem teto, da livre orientação sexual, da defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Celebramos o partido da democratização dos meios de comunicação e de tantos outros movimentos que o faz um partido singular na história da esquerda em todo o mundo.

Somos também o partido dos professores e dos intelectuais, dos sobreviventes do exílio e dos cárceres, e de todas as lutas pela democracia. Somos o partido do governo que busca a superação de nossa herança histórica de desigualdade e exclusão social, que combate a pobreza, defende nossa soberania e o interesse nacional, a integração com a América Latina e a paz entre as nações.
Somos o partido que busca ampliar a participação das mulheres no debate das grandes questões nacionais e na vida pública. Hoje temos uma Presidenta da República, nossa querida companheira Dilma Rousseff. Hoje são muitas mulheres em mais postos de trabalho e de comando na sociedade e serão muito mais amanhã. O espaço democrático está sendo construído para isso e para muitas outras possibilidades de igualdade.
Somos o partido da democracia e sabemos avançar no campo político. Amadurecemos, aprendemos a fazer alianças e a governar, para assegurarmos o espaço democrático necessário às mudanças. Por mais que construamos alianças, não vamos renunciar ao nosso programa, aos nossos ideais, aos nossos sonhos de liberdade e justiça. O PT vai caminhar sempre com o povo
Gostaria de homenagear o querido companheiro Lula, o mais legítimo representante do PT, pela sua sabedoria, por sua doação como pessoa humana e por tudo que ele nos ensinou. E em nome dele gostaria de homenagear todos os militantes anônimos das regiões mais longínquas do País que com sonhos e esperança constroem uma nação mais feliz.
Neste dia de festa, de celebração, é justo homenagear nossos companheiros e companheiras das cidades e dos campos, que se foram, e que deixaram sua contribuição, seu exemplo, seu legado. São centenas, mas em nome de todos, saúdo: Sérgio Buarque de Holanda; Florestan Fernandes, Paulo Freire, Mário Pedrosa, Apolônio de Carvalho, Éder Sader, Perseu e Lélia Abramo; Wilson Pinheiro, Toninho do PT, Celso Daniel; Padre Josimo; Heloneida Studart, Dorcelina Follador, Francisca Trindade, Penha, Beth Lobo, Ednalva Bezerra, Nativo da Natividade, Henfil e Gonzaguinha, Chico Mendes, Zé Olívio, Manuel Matos e Adão Pretto. A todos, nossa gratidão.

Por: Claudio Vignatti

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